Entrevista com os presidenciáveis: Dilma Rousseff

A série de entrevistas do programa Globo News Eleições chamou como segunda convidada a presidente candidata a reeleição Dilma Rousseff. O vídeo completo está aqui, vale a pena assistir:

O que me marcou logo na primeira pergunta foi a falta de objetividade da nossa presidente. Eu sei que político não costuma responder perguntas, mas levar mais de 7 minutos para responder a uma pergunta simples é meio exagerado na minha opinião… O questionamento da repórter foi claro: Qual a marca do seu governo (depois de citar que a marca de FHC foi a estabilização monetária e a de Lula a inclusão social)? Dilma respondeu que foi criar condições para entrar em um novo ciclo com programas de inclusão além da renda citou como características os programas minha casa minha vida e de infraestrutura (PAC).

A repórter aproveitou a deixa para perguntar se ela se considera uma boa gerente da economia e citou a taxa básica de juros, a inflação e o crescimento anêmico da economia para ilustrar a complexidade da nossa situação atual. Dilma aproveitou o momento para entrar em um embate com a jornalista para mostrar que o juro ex-ante é o menor de todos os tempos enquanto a repórter se referia claramente a taxa SELIC. Depois de fazer essa correção (?) ela parte para a resposta da pergunta e fala que o desempenho do país segue a maré baixa internacional e fala da dificuldade de se elevar o crescimento nos países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos. Gostei da frase que ela usou para ilustrar essa situação:

Não somos uma ilha

A terceira pergunta foi sobre desemprego e a repórter quis saber se ele é sustentável na atual situação econômica. Dilma respondeu que sim e que não vê um aumento no futuro do país. Ela ressaltou que o crescimento não será tão marcante como o dos últimos anos, pois estamos próximos do pleno emprego, mas não haverá queda no nível de emprego.

Em seguida a jornalista perguntou se ela faria alguma coisa diferente na economia, Dilma falou novamente sobre a crise internacional e sobre o fato de nunca ter escondido que ela existia. Disse também que concentrou esforços em evitar que os efeitos devastadores da crise chegassem ao país, mas não falou se mudaria alguma coisa, então é provável que ela esteja satisfeita com a situação econômica atual. Ela colocou ainda que o pessimismo do cenário atual se impôs como uma barreira a superação das dificuldades de conjuntura.

Na entrevista você poderá ver a presidente dizer que a culpa do aumento da energia é da baixa dos reservatórios e nada tem a ver com erro de planejamento. Ela falou também sobre a corrupção e disse que isso acontece em todas as áreas do país e por isso devemos apostar menos em homens e dar mais credibilidade as instituições. Com relação ao PT e seus escândalos (iguais aos de qualquer partido) ela afirmou que nenhum partido está acima de qualquer suspeita e espera que tudo seja investigado e os culpados punidos. Sobre a possibilidade de Dilma deixar de concorrer para dar lugar a Lula ela afirmou que está hipótese foi descartada desde sempre. Para finalizar ela falou sobre futebol e a elite branca que vaiou a presidente nos estádios.

Achei que essa entrevista também não trouxe muitas propostas concretas para atuação no governo caso seja eleita. Tô achando que o problema não está nos entrevistados…

Por Ana Paula Ramos

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