Entrevista com Tadeu Filippelli

Nosso vice governador, Tadeu Filippelli (PMDB-DF) deu uma entrevista bem interessante ao Jornal de Brasília. Dê uma olhada nos principais pontos da entrevista no vídeo abaixo

Tive a impressão de que ele coloca o governo do DF como vítima da falta de acompanhamento das pessoas. Isso é bem possível de acontecer, mas você há de convir comigo que se os feitos fossem tão relevantes como ele apontou provavelmente nós saberíamos que eles estavam sendo executados e sentiríamos os benefícios no nosso dia a dia…

A impressão que temos é que o DF está as traças tirando os momentos em que vemos uma ou outra ação de revitalização e agora algumas obras. Por que só agora? A ponte que vai passar por cima da parte da via estádio, que desabou ano passado só está sendo construída agora. E  chuva levou o asfalto no fim do ano passado. O que está por trás dessa morosidade?

No vídeo ele também fala sobre a aliança do PT com o PMDB, que parece finalmente ter se resolvido, dando indícios de que tudo está bem aqui no DF e que os estranhamentos são normais em uma união dessa magnitude. Mas o digníssimo vice governador andou flertando com Eliana Pedrosa vendo a possibilidade de fazer parte de sua chapa, será que é isso que ele chama de estranhamento normal?

Vale a pena ver o vídeo e ver o que o segundo homem do nosso executivo pensa sobre o governo do qual faz parte.

Por Ana Paula Ramos

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Algo está muito estranho

Sempre tive o costume de ler blogs e sites de notícias ou que falem sobre um tema específico, como é o caso do OP, mas o que me intrigou essa semana foi o que eu li no blog do Reinaldo Azevedo (se ainda não conhece, clica AQUI e dá uma olhada). Antes de falar leia um trecho do que ele escreveu:

“No primeiro dia da greve dos motoristas de ônibus em São Paulo, na terça, eu tinha recebido uma informação certa, mas não consegui a prova, de que, no dia 17 de março, no auge dos incêndios a ônibus em São Paulo, a 6ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro havia estourado uma reunião na sede da Cooperativa Transcooper, em Itaquera, na Zona Leste, em que membros do PCC planejavam as ações criminosas. Sabem quem estava presente ao encontro? Ninguém menos do que o deputado estadual petista Luiz Moura (PT-SP), que estaria lá na condição de “convidado” (…) A informação que eu tinha estava certa. Em entrevista ao programa do apresentador José Luiz Datena, da Band, Márcio Airth, secretário de comunicação do governo de São Paulo, rasgou o verbo. A operação aconteceu mesmo! A reunião da bandidagem, de fato, estava em curso, e o objetivo era planejar novas ações contra ônibus na cidade. Um dos “convidados” para o evento era o deputado estadual petista Luiz Moura, ex-presidiário (condenado a 12 anos) e ex-fugitivo, que se reinventou como líder dos perueiros, que foi como conheceu Jilmar Tatto, ligado ao setor.

Airth foi adiante e afirmou que, em março, no curso da investigação dos ataques, a polícia solicitou diretamente a Tatto a relação de empresas que atuam no setor de transportes público. “Ele [Tatto] é o primeiro a dizer que a polícia é truculenta e se excede, mas, quando interessa a ele barrar uma investigação, como de fato ele barrou, ao não responder o delegado, ele fica quieto. A polícia poderia investigar muito mais se o deputado Jilmar Tatto tivesse feito o trabalho dele, respondido ao ofício e chamado a atenção do colega deputado dele para que não comparecesse a locais que não são recomendáveis a qualquer pessoa pública”.”

Essa história dá para arrepiar até o último fio de cabelo, mas eu peguei só dois trechos do texto, se quiser ler o post completo é só clicar AQUI. Gente, se isso for verdade acho que as paralisações inesperadas, esse tanto de manifestação louca por causa da Copa (que na última semana ostentava até bandeira de partido) e a ação coordenada dos black blocs começa a fazer sentido. Já vinha encucada com isso a um tempo, mas como é só aquela impressão de que algo não se encaixa não saio por aí levantando a bandeira da conspiração.

Mas se uma notícia dessa for realmente verdadeira não sei nem o que sugerir para melhorar a situação do país. É tudo ainda mais sujo do que a gente pensa… E não consigo nem pensar no que sugerir para melhorar, porque a história já começa errada pelo fato de um fugitivo da polícia virar deputado. Por que raios ele se candidatou e, pior, porque diabos votaram nele?

Não é possível que o povo não pense. A não ser que o nível de corrupção seja ainda pior do que pensamos e as nossas urnas não sejam tão segura quanto pensamos, mas divago, estou pensando em possibilidade e não afirmando que isso é real, que fique claro.

Enfim, eu espero sempre o melhor das pessoas, mas ultimamente está cada dia mais difícil tirar algo de bom daqueles que elegemos para nos representar.

Por Ana Paula Ramos