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Vou começar mostrando um fato da semana:

Na última terça feira o deputado Edmar Moreira (PTB-MG) assumiu a vaga de suplente aberta por conta da renúncia de Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Antes dele alguns outros (Clique AQUI) suplentes passaram pelo cargo e também renunciaram. Em sua posse muitos jornalistas estavam ávidos por qualquer declaração, mas o deputado disse que não ia falar absolutamente nada a imprensa. Não sei o que motivou o silêncio, mas o fato de ele ter concorrido em 2010 por outro partido pode ter contribuído para ele não querer chamar atenção.

Agora vamos voltar um pouco no tempo:

Em 2009, o mesmo Edmar Moreira (Na época ele era deputado titular eleito por Minas)  assumiu a corregedoria da Câmara dos Deputados. A corregedoria é um dos orgãos responsáveis por julgar deputados acusados de quebra de decoro parlamentar e o novo corregedor assim que assumiu deu uma declaração na qual defendia a tese de que os deputados não deveriam ser julgados pela Câmara porque sempre haveria o vício insanável da amizade. Logo depois surgiram contra o nobre deputado uma série de denúncias de sonegação fiscal do castelo que ele havia construído no interior de Minas com o intuito de instalar um casino. Após os escândalos ele acabou renunciando ao cargo de corregedor, mas teve que responder no Conselho de Ética pelo uso indevido da verba do gabinete. Para onde a verba ia? Para a empresa de vigilância da propriedade abaixo:

Apesar de tudo o deputado não foi cassado, mas todo o escândalo prejudicou sua eleição em 2010. Com apenas 45 mil votos ele não conseguiu se eleger como titular, mas graças a eles está de volta a Câmara em 2014. Cinco anos após o tumulto o deputado voltou regenerado e queria, inclusive, abrir mão do recebimento das verbas parlamentares.

Voltando ao presente vou acrescentar mais um personagem à história:

O deputado Jovair Arantes (PTB-GO) é o líder do PTB na Câmara e ao saber das aspirações de seu parceiro de partido deu o seguinte conselho:

“Não vai abrir mão de nada! É só fazer direito, com transparência. Não é correto abrir mão porque bota em constrangimento o resto dos deputados, como se deputado não precisasse dessa verba”

Que os deputados precisam de verba é inegável, mas vamos fazer um pequeno levantamento para entender quanto eles recebem no final das contas (Veja os detalhes AQUI da pesquisa feita pelo site Congresso em Foco):

  1. Salário: Um deputado recebe mensalmente $26.723,13 (Clique AQUI)
  2. Verba de Gabinete: Para contratar até 25 funcionários comissionados de livre nomeação, cada deputado recebe mensalmente $78.000,00
  3. Ressarcimento de despesas médicas: Todas as despesas médicas de um deputado e seus familiares são ressarcidas pela Câmara desde que não haja a especialidade no Departamento Médico da Câmara. Sim, eu disse todas.
  4. Auxílio moradia: Os deputados que não moram em apartamentos funcionais recebem auxílio de até $3.800,00 por mês para gastos com hotéis ou aluguel de apartamento.
  5. Cota para Exercício Parlamentar (ou Cotão ou Verba Indenizatória): Aqui estão inclusas as seguintes despesas: passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança. Não há um valor único, a quantia que cada deputado recebe vai depender do estado pelo qual foi eleito. Os deputados do DF recebem $23.033,13 e são os que possuem menor benefício por motivos óbvios. Os de Roraima possuem o maior benefício e recebem $38.616,18. Aos deputados que são líderes e vice-líderes de partido ainda há um acréscimo de $1.244,54.
  6. Benefícios sem valor estimado:
  • Carros Oficiais – São 11 carros para uso dos seguintes deputados: o presidente da Câmara; os outros 6 integrantes da Mesa (vice e secretários, mas não os suplentes); o procurador parlamentar; a procuradora da Mulher; o ouvidor da Casa; e o presidente do Conselho de Ética.
  • Impressões, fotocópia e material de expediente – até 15 mil A4 por mês, valor que permanece o mesmo, assim como: até 2 mil A5 por mês, até 4 mil exemplares de 50 páginas por ano (200 mil páginas por ano), até 1 mil pastas por ano, até 2 mil folhas de ofício por ano, até 50 blocos de 100 folhas por ano, até 5 mil cartões de visita por ano, até 2 mil cartões de cumprimentos por ano, até 5 mil cartões de gabinete por ano, até 1 mil cartões de gabinete duplo por ano.
  • Telefonia – Todos os deputados tem todas as despesas de telefonia pagas, inclusive a de seus apartamentos funcionais.

Sem considerar os benefícios sem valor estimado, em 2013, um deputado custou por mês $142.011,93 aos cofres públicos e no ano $1,8 bilhão. O deputado Jovair disse que a recusa em receber verbas por Edmar constrangeria os outros deputados, mas e o povo? Do que ele precisa? Seria hipocrisia de nossa parte dizer que eles não precisam do dinheiro, afinal, duvido que no seu trabalho você arque com boa parte das despesas que foram citadas acima. Mas sendo ainda mais sinceros, será que eles precisam de tanto? Duvido que uma empresa consiga se manter íntegra tendo custos de quase $2 bi com cada funcionário. Considerando que a “empresa” em questão tem 594 funcionários (513 deputados + 81 senadores) coloque o valor na ponta do lápis e me diga o que encontrou.

Aqui no DF temos o deputado Reguffe que, quando havia 14º e 15º salário, devolvia o valor integral à Câmara. Em seu gabinete ele pode manter até 25 funcionários cujos salários podem variar de um salário mínimo a cerca de $8 mil, mas optou por manter apenas 9 e devolver o restante da verba também. Além disso, ele também devolve o auxílio moradia por ter residência própria na capital. Suas ações economizarão, até o fim de seu mandato, $2,38 milhões aos cofres públicos. Concordo que a contratação de funcionários movimenta a economia, mas nem todos (ou nenhum) deputados precisam de 25 assessores. Tenho que concordar que para deputados que moram fora de Brasília essa conta fica mais apertada, mas será que ela realmente fecha em $1,8 bi?

Está mais do que na hora de rever a necessidade de auxílios tão altos aos deputados e senadores. Se o dinheiro voltar aos cofres e for bem gerido podemos conseguir melhores resultados em vários outros campos como educação, saúde e segurança. Se um deputado conseguiu fazer um castelo, o que os outros andam fazendo com as verbas que deveriam ser utilizadas para trabalhar?

Um pouco de bom senso não faz mal a ninguém.

Por Ana Paula Ramos

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Vamos conversar sobre ponto de vista?

Antes de iniciar o tema do post quero deixar claro que apoiei (apesar de não ter idade para votar em 2002 nem em 2006, sim eu sou ligeiramente baby, beijos) a campanha do Lula e reconheço que ele fez sim muitas coisas boas para o nosso país. Não acho que ele é o anticristo e nem nada que o remeta a extrema esquerda, ao fascismo e esses estereótipos de comedores de criancinha. Acho que, como todos, ele teve acertos e erros durante os oito anos de governo. Alguns erros de consequências a curto prazo e outros de longo prazo, que estamos começando a sentir só agora. Apesar disso (vamos deixar claro que esse é o MEU ponto de vista)  sou extremamente contra sua recandidatura em 2018. São dois fatores bem simples que me fazem levantar o cartão vermelho para ele:

  1. Um dos princípios da democracia é a alternância de poder. Isso não pode dizer muito, mas é ela que garante que determinadas oligarquias não se perpetuem no poder por anos a fio defendendo os próprios interesses esquecendo-se, em algum momento, de pensar no povo que o elegeu e dedicando-se apenas a manutenção do poder. É através dela que podemos escolher pontos de vista de partidos diferentes, afinal cada sigla deveria defender uma ideologia, e de governantes diferentes.
  2. Em segundo lugar precisamos de pontos de vista diferentes. A mudança de governante faz com que tenhamos soluções novas para problemas antigos. O problema de gestão no nosso país está tão arraigado no sistema estatal que nenhum governante conseguirá reformar tudo o que é preciso em um período de oito anos. Principalmente com a oposição (sim, ela existe) de determinadas bancadas do Congresso. O Lula já teve a chance dele, a Dilma e o PT também, pois se considerarmos os três mandatos esse partido já está no poder por 12 anos. Se todos concordam que eles erram no fator qualidade de educação significa que perdemos mais uma geração por conta da falta de soluções para esse problema. Então, porque não dar chance a outros? A alternância e os pontos de vista, caros leitores, servem justamente para buscar acertos e erros diferentes. Temos tantos exemplos de perpetuação de poder em outros países, que não custa nada aprender com eles. Se você não consegue pensar em nada eu lhe pergunto: O que gerou a primavera árabe? Pelo que o povo de lá reivindicava? E considerando fatos mais recentes, por que o povo da Venezuela está indo para as ruas? E, por último, por que nós fomos para as ruas ano passado?

O que me motivou a escrever esse post foi o artigo escrito pelo assessoria do Lula (clique AQUI para acessar o texto completo) em que ele mostra os acertos do PT ao longo desses 12 anos de governo. Vou comentar as partes que eu acho que merecem destaque, porque os números apresentados estão bem encadeados, mas você precisa aprender, caro leitor, que não se faz análise de números isolados. E também é preciso ficar atento as tendências porque são elas que determinam para onde vai o barco. Vamos lá:

“O PIB em dólares cresceu 4,4 vezes e supera US$ 2,2 trilhões. O comércio externo passou de US$ 108 bilhões para US$ 480 bilhões ao ano. O país tornou-se um dos cinco maiores destinos de investimento externo direto.”

Que o PIB cresceu é um fato, mas nossa economia está passando por uma desaceleração visível. Apesar do aumento, o PIB tem crescido cada vez menos (fechamos 2013 com 2,3% e para 2014 os especialistas acreditam que o crescimento será menor que 2%). O índice de confiança  e o crescimento da indústria também têm recuado a cada mês e isso não é privilégio de um ou outro estado. Agora sobre comércio externo precisamos afinar uma coisa, ao usar esse termo o valor apresentado não é o total das exportações e sim a soma de importações e exportações. As exportações fecharam 2013 em US$242,17 bilhões e as importações em US$239,62 bilhões. Isso significa que apesar das notícias sensacionalistas sobre os déficits (para deixar claro tivemos quatro durante o ano clique AQUI e acesse a íntegra do relatório de dezembro do MDIC) na balança comercial fechamos o ano com superávit. O ponto negativo aqui dessa área é que a maior parte das nossas importações é de produtos industrializados e nossas exportações, em sua maioria, são de produtos com baixo valor agregado. Fica aqui mais um alerta para a indústria. Com relação ao investimento direto também temos que ficar atentos, pois apesar dos nossos juros atrativos estamos sofrendo com a fuga de capitais por conta da recuperação norte americana.

“A novidade é que o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. E isso incomoda; contraria interesses.”

O Brasil não deixou de ser vulnerável, nenhum país é invulnerável. Os EUA são o maior exemplo disso e na escalada da vulnerabilidade ainda temos muito a subir. Atenção a esse termo, por favor. Sobre competitividade também temos que ter muito cuidado, pois de acordo com dados do Relatório Global de Competitividade (Clique AQUI), em 2011 ocupávamos a 53º colocação no ranking dos países mais competitivos. Em 2012 chegamos ao 48º lugar, já em 2013 caímos para o 56º. A oscilação não costuma ser boa nesse tipo de ranking, primeiro porque os indicadores são fixos, o que acende mais uma luz vermelha às questões internas e segundo porque não inspira confiança nos investidores internacionais, pois ao avaliar o risco de um negócio, o nível de competitividade do país também é levado em conta. Então, novamente, muito cuidado com dados soltos.

“Recentemente estive com investidores globais no Conselho das Américas, em Nova Iorque, para mostrar como o Brasil se prepara para dar saltos ainda maiores na nova etapa da economia global. Voltei convencido de que eles têm uma visão objetiva do país e do nosso potencial, diferente de versões pessimistas.”

Fico feliz que investidores estrangeiros acreditem nos saltos que podemos dar, mas não sei se essa visão objetiva é tão diferente das pessimistas… Veja as imagens abaixo e responda você mesmo:

A The Economist é uma revista britânica lida e respeitada no mundo inteiro. A imagem da esquerda é uma capa de 2009 em que a revista fala da decolagem do Brasil. A imagem da direita foi capa de setembro do ano passado e a pergunta título questiona se o país estragou tudo. Será mesmo que a nossa imagem lá fora é muito diferente da dos pessimistas?

O texto de Lula nos mostra como o ponto de vista interfere na forma de analisar dados. É fato também que o dono do ponto de vista sempre vai querer puxar brasa para a sua sardinha e a mensagem que fica disso tudo é: conheça os dados propriamente ditos e não apenas os pontos de vistas. A chance de conhecer a verdade é maior quando vamos direto a fonte.

Por Ana Paula Ramos

O que Junior Friboi e Paulo Skaf tem em comum?

A resposta, caros leitores, é Duda Mendonça. Lembram dele?

O marketeiro mais conhecido do Brasil, aquele que fez as maravilhosas propagandas que levaram Lula a presidência em 2002. A mesma campanha que teve o plano de financiamentos criado pela empresa de Marcos Valério e que, posteriormente, levou o renomado publicitário a dar depoimentos a CPI do mensalão por ter recebido dinheiro do esquema.

Refrescaram a memória? Pois bem, depois de passar alguns anos na surdina e afastado das campanhas políticas eis que Duda ensaia sua volta ao cenário político com dois candidatos que vão se tornar o termômetro ideal para Duda e os possíveis figurões que ainda sonham em entregar sua campanha ao grande show man. O primeiro a fechar contrato com Duda foi José Batista Júnior, o Junior Friboi – ex- sócio da JBS Friboi e pré-candidato ao governo de Goiás. O segundo foi Paulo Skaf, o todo poderoso da FIESP que tentará novamente ganhar o governo de São Paulo. Os dois são filiados ao PMDB e não tem muitas chances de ganhar a corrida eleitoral, se isso acontecer, é provável que Duda caia nas graças dos políticos novamente e chova propostas de assessoramento para o publicitário que tomou chá de sumiço nos últimos seis anos.

Vai ser no mínimo intrigante acompanhar a corrida eleitoral em São Paulo e Goiás e para os que gostam de acompanhar a rotina e as propostas de cada candidato tenho algumas informações de utilidade pública sobre os dois:

  1. O Júnior Friboi tem um site (clique AQUI) que tem bastante material para você dar uma olhada nas propostas do empresário.
  2. A saída dele da Friboi para mim foi tão repentina que resolvi tentar entender porque ele entrou na política e no site (clique AQUI) tem um post que fala tudo. Achei tão profunda a parte em que ele fala que foram as reclamações dos amigos que o motivaram a seguir carreira política, mas quando lembro que antes de entrar no PMDB ele se filiou ao PSB (Partido SOCIALISTA Brasileiro – Aos que não sabem a premissa do socialismo informe-se, volte ao blog e entenda a incongruência. Dica: A Friboi fatura $70 bilhões por ano e a propriedade privada é um marco do capitalismo) fico com muitos pés atrás com tanto altruísmo.
  3. O Paulo Skaf dispensa muitas apresentações por entrar na sua casa todos os dias fazendo propagandas para a FIESP (cof cof), mas para quem ainda não o conhece tão bem clique AQUI e acesse o Facebook dele e AQUI para acessar o twitter dele. Depois que ler me diga de quantas formas você pode usar um perfil institucional para fazer propaganda política.

Caro leitor, abra o olho! Nem só de propagandas se faz o futuro do país.

Por Ana Paula Ramos

Procura-se candidatos

Não parece, mas estamos em período eleitoral. Vários partidos estão quebrando a cabeça internamente para definir qual candidato tem mais chances de ganhar as eleições em seu estado. Aqui no DF estamos passando por uma grande crise. O governo atual, do petista Agnelo Queiroz, é considerado o segundo pior do país segundo pesquisas divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria. Ao andar pelas ruas da cidade dificilmente você vai encontrar alguém que fale bem do governo como nas propagandas veiculadas na tv local. E mesmo com esse cenário aparentemente desfavorável, a pré-candidatura de Agnelo foi confirmada no último sábado.

Ano passado o governador chegou a dizer que não seria candidato a reeleição e o mais engraçado é que quando li a notícia pensei na mesma hora: E quem vai se candidatar então? Analisando um pouco mais o assunto dá para perceber que esse problema não é exclusivo do PT e nem do DF. Temos uma infinidade de partidos, mas os nomes que aparecem para concorrer as eleições são sempre figurinhas repetidas ou completos desconhecidos que não tem força para competir se não pelo sistema de alianças (ou seria transferência de votos?).

Quando estendemos a análise a presidência a história se repete. Quem vai concorrer contra a Dilma? Será que o Lula volta? Estamos em uma encruzilhada e precisamos de sangue novo. O princípio da democracia é a alternância e isso significa simplesmente troca. Não é a toa que um presidente não pode se reeleger mais que uma vez. Mas voltando ao DF e conhecendo o histórico e as ações do Agnelo no último governo eu me pergunto, quem será capaz de batê-lo?

Só espero que não seja a chapa Roriz-Gim-Arruda-Luiz Estevão… Aquela história de rouba, mas faz já caiu de moda faz teeempo.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

Por Ana Paula Ramos

Sobre Recomeços

Devemos aproveitar cada dia como se fosse um recomeço. Se algo não nos agradou podemos falar sobre o assunto e tentar aparar arestas. Na política não é diferente. Todos os dias temos a oportunidade de acompanhar o que os políticos que elegemos fazem no Congresso, na Câmara Legislativa de cada estado ou até mesmo na Câmara de Vereadores. Não precisamos ir muito longe para saber o que está sendo feito pelos nossos legisladores basta um pouco de boa vontade. Entretanto muito tempo se passou após a campanha das Diretas Já e nós (sim, me incluo nesse grupo também) ainda não aprendemos a exercer nosso direito mais sagrado que é o de votar. Clamamos tanto por ela, mas ainda não aprendemos a usar a democracia a nosso favor. Espero que esse blog possa ajudar, você leitor, a entender um pouco mais sobre os acontecimentos da política do nosso país e do mundo.

É hora de recomeçar, mas não temos como apagar o passado nem mudar o presente. Para que o nosso futuro político seja diferente precisamos nos informar e pensar. A capacidade pensar e analisar é a nossa arma contra qualquer ditadura velada que tentarem nos impor. Se você lê sobre um fato e pensa sobre ele as chances de se deixar levar pelo viés dado por quem escreveu é bem menor. Caros leitores, é hora de usar o cérebro. Podemos dizer que ano passado boa parte da população tentou recomeçar ao ir para a rua e bradar pelo fim da PEC 37, pelos $0,20, pela educação, pelo fim da corrupção… Mas conhecendo a nossa realidade, quantos daqueles milhões acompanhavam e sabiam o que estava acontecendo antes da manifestação estourar? Tanto eu quanto você sabemos que muita gente estava ali só pelo oba oba e não pela causa de fato. Pensando no pós-manifestação, quantos dos que lá estiveram procuraram se informar sobre o que os nossos deputados, senadores, prefeitos e vereadores continuaram fazendo pelo povo que o colocou no poder? Em tempos de Facebook [Vamos chamá-lo de FB a partir daqui ;D] e Instagram a parcela que se manteve engajada deve ter sido ainda menor. Mas o bonde dos desinformados deve estar atento aos eventos do FB afinal, ser antenado é saber quando vai ter a próxima manifestação, não é mesmo?

Na verdade não. Por isso estou criando esse blog. Para que você que saiu da inércia e está lendo esse post repasse as notícias e as tentativas de esclarecimento aos seus amigos, para que todos se informem e lutem com consciência. Em tempos de “guerra” precisamos saber em que frente lutar e a hora certa de entrar em cada batalha. Quando o inimigo é a corrupção e a ineficiência do Estado precisamos usar a cabeça. Nem só de gritos se faz um recomeço.

Pensando nisso já vou dar uma dica útil. Para os que não conhecem clique AQUI e acesse o site da Câmara dos Deputados. Nele você pode acompanhar todas as sessões e votações que acontecem diariamente, você toma conhecimento das audiências públicas que estão sendo realizadas e, principalmente, dos projetos de lei que os deputados que colocamos lá estão tentando criar. As eleições estão chegando novamente e o site possui uma outra funcionalidade mara (clique AQUI) que permite que você acompanhe todos os projetos e posicionamentos dos deputados dentro da Câmara. Para iniciar, você podia criar um boletim para acompanhar o deputado federal que você elegeu há quatro anos e saber se vale a pena votar nele novamente ou se é hora de procurar um novo candidato. Se você conhece todos os deputados do seu estado, acompanhe todos e veja se eles fizeram algo que preste.

Nunca é tarde para adquirir novos hábitos. Seja ativo e fique atento as ações dos seus deputados. Em outubro você tem a chance de mudar a forma como essas páginas estão sendo escritas. Crie os alertas de acompanhamento e entenda o que está acontecendo no grande H [Congresso #fikdik].

Bom recomeço!

Por Ana Paula Ramos